Crédito: saiba se você é "educado" financeiramente para pagar a prazo
Pagamento a prazo,
sem juros, vale a pena? Essa matemática financeira varia de acordo com o tipo de
consumidor. As pessoas que são "educadas financeiramente" devem comprar um bem
parcelado e ganhar um valor com o rendimento do capital. Para os "mal educados",
a compra à vista é sempre a melhor opção, dizem analistas.
"Quem tem controle das finanças, é 'educado', deve pagar a prazo, pegar o dinheiro, aplicar, ganhar com o rendimento do investimento e depois tirar todo mês o valor da parcela e lucrar o resto", diz o gerente geral do Instituto Nacional de Investidores (INI), Mauro Calil. "Mas para quem é 'mal educado', essa não é uma opção, pois esse consumidor vai comprometer uma renda futura e não vai conseguir guardar o valor."
Para Ricardo Borges, consultor financeiro e diretor da Projeção.com, o consumidor comum jamais deve pagar parcelado e sim exigir um desconto à vista. "Ele começa a dividir as contas e acaba se perdendo nas finanças então é melhor descobrir o preço à vista, que nunca é o que o vendedor fala, e negociar".
"Cabe ao consumidor fazer uma crítica sincera a respeito do seu comportamento. Ele já sabe se vai poupar o dinheiro ou vai gastar. Se for gastar, pode vir a ter um problema no futuro então é melhor pagar à vista", diz Calil.
Desconto
De acordo com o professor de contabilidade e planejamento da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Amauri Liba, o consumidor deve sempre exigir um desconto para pagamento à vista. "A conta é fácil. Se a taxa de cartão de crédito média é de 2,78%, o custo mínimo para vender á prazo é de cerca de 3%, então pelo menos esse desconto deveria ser oferecido para quem paga à vista. A melhor aplicação atualmente paga 0,8% ao mês, já descontado o valor do imposto de renda, então qualquer desconto superior a isso já vale a pena", diz.
Um consumidor responsável sempre planeja os gastos com base em um saldo positivo, o valor que já está na sua conta, que sobrou depois que pagou todas as suas despesas e ainda reservou uma parte para uma poupança para o futuro. Esse valor é o seu poder de "barganha". "Quem tem dinheiro na mão sempre consegue um desconto", conta Borges.
Segundo o educador financeiro Ofir Viana Filho, a maioria dos brasileiros tem dificuldade em guardar dinheiro e pensar em termos de saldo e não de receita. Quem parcela, sem ter aquele valor guardado, pode acabar gastando mais depois. "A compra à vista é indicada para quem é desorganizado, impulsivo, que acaba comprometendo mais do que devia com parcelamento futuro. Essa pessoa pode acabar inadimplente e pagando juros."
Entenda
- Segundo analistas, o que deve determinar se o pagamento deve ser feito à vista ou à prazo é o tipo de consumidor (educado ou mal educado financeiramente)
- Os consumidores "educados", que são organizados financeiramente e não compram por impulso, devem pagar à vista sempre com desconto ou, no caso de não ter redução à vista, parcelar e aplicar o dinheiro, retirando mensalmente o valor de cada parcela e ganhando com o rendimento do investimento
- Os consumidores "mal educados", pouco organizados ou que compram por impulso, devem optar pelo pagamento à vista mesmo sem desconto para não comprometer a renda futura e não correr o risco de pagar juros ou ficar inadimplente.
COMENTÁRIO: O brasileiro não foi educado financeiramente, não sabendo administrar seu dinheiro, constantemente acaba se afundando em dívidas, parcelamentos de longo prazo e pouca perspectiva de futuro. O planejamento financeiro não se reduz a acompanhar os gastos diários, cortar gastos desnecessários e saber no fim do mês quanto se ganhou ou o que se fez com o dinheiro. Estas tarefas se tornam desmotivantes se não estiverem atreladas a sonhos e objetivos. Por isso dentro de um planejamento financeiro deve haver um plano de qualidade de Vida, contemplando o que se quer conquistar em bens ou serviços e em quanto tempo deseja fazê-lo. Como por exemplo, a aquisição da casa própria, trocar de carro, garantir a faculdade dos filhos, um bom plano de aposentadoria, a viagem de férias com a família, garantir e programar um futuro mais rico. Aí sim o planejamento torna-se algo estimulante e prazeroso e começa a valer a pena.
"Quem tem controle das finanças, é 'educado', deve pagar a prazo, pegar o dinheiro, aplicar, ganhar com o rendimento do investimento e depois tirar todo mês o valor da parcela e lucrar o resto", diz o gerente geral do Instituto Nacional de Investidores (INI), Mauro Calil. "Mas para quem é 'mal educado', essa não é uma opção, pois esse consumidor vai comprometer uma renda futura e não vai conseguir guardar o valor."
Para Ricardo Borges, consultor financeiro e diretor da Projeção.com, o consumidor comum jamais deve pagar parcelado e sim exigir um desconto à vista. "Ele começa a dividir as contas e acaba se perdendo nas finanças então é melhor descobrir o preço à vista, que nunca é o que o vendedor fala, e negociar".
"Cabe ao consumidor fazer uma crítica sincera a respeito do seu comportamento. Ele já sabe se vai poupar o dinheiro ou vai gastar. Se for gastar, pode vir a ter um problema no futuro então é melhor pagar à vista", diz Calil.
Desconto
De acordo com o professor de contabilidade e planejamento da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Amauri Liba, o consumidor deve sempre exigir um desconto para pagamento à vista. "A conta é fácil. Se a taxa de cartão de crédito média é de 2,78%, o custo mínimo para vender á prazo é de cerca de 3%, então pelo menos esse desconto deveria ser oferecido para quem paga à vista. A melhor aplicação atualmente paga 0,8% ao mês, já descontado o valor do imposto de renda, então qualquer desconto superior a isso já vale a pena", diz.
Um consumidor responsável sempre planeja os gastos com base em um saldo positivo, o valor que já está na sua conta, que sobrou depois que pagou todas as suas despesas e ainda reservou uma parte para uma poupança para o futuro. Esse valor é o seu poder de "barganha". "Quem tem dinheiro na mão sempre consegue um desconto", conta Borges.
Segundo o educador financeiro Ofir Viana Filho, a maioria dos brasileiros tem dificuldade em guardar dinheiro e pensar em termos de saldo e não de receita. Quem parcela, sem ter aquele valor guardado, pode acabar gastando mais depois. "A compra à vista é indicada para quem é desorganizado, impulsivo, que acaba comprometendo mais do que devia com parcelamento futuro. Essa pessoa pode acabar inadimplente e pagando juros."
Entenda
- Segundo analistas, o que deve determinar se o pagamento deve ser feito à vista ou à prazo é o tipo de consumidor (educado ou mal educado financeiramente)
- Os consumidores "educados", que são organizados financeiramente e não compram por impulso, devem pagar à vista sempre com desconto ou, no caso de não ter redução à vista, parcelar e aplicar o dinheiro, retirando mensalmente o valor de cada parcela e ganhando com o rendimento do investimento
- Os consumidores "mal educados", pouco organizados ou que compram por impulso, devem optar pelo pagamento à vista mesmo sem desconto para não comprometer a renda futura e não correr o risco de pagar juros ou ficar inadimplente.
COMENTÁRIO: O brasileiro não foi educado financeiramente, não sabendo administrar seu dinheiro, constantemente acaba se afundando em dívidas, parcelamentos de longo prazo e pouca perspectiva de futuro. O planejamento financeiro não se reduz a acompanhar os gastos diários, cortar gastos desnecessários e saber no fim do mês quanto se ganhou ou o que se fez com o dinheiro. Estas tarefas se tornam desmotivantes se não estiverem atreladas a sonhos e objetivos. Por isso dentro de um planejamento financeiro deve haver um plano de qualidade de Vida, contemplando o que se quer conquistar em bens ou serviços e em quanto tempo deseja fazê-lo. Como por exemplo, a aquisição da casa própria, trocar de carro, garantir a faculdade dos filhos, um bom plano de aposentadoria, a viagem de férias com a família, garantir e programar um futuro mais rico. Aí sim o planejamento torna-se algo estimulante e prazeroso e começa a valer a pena.
Alunos: Daiana Gobbi, Lucas Figlie Mielle, Patricia Oliveira, Priscila Oliveira e Vinicius Silva Ruiz
Turma: 1ºK

