domingo, 10 de junho de 2012

Crédito: saiba se você é "educado" financeiramente para pagar a prazo


Pagamento a prazo, sem juros, vale a pena? Essa matemática financeira varia de acordo com o tipo de consumidor. As pessoas que são "educadas financeiramente" devem comprar um bem parcelado e ganhar um valor com o rendimento do capital. Para os "mal educados", a compra à vista é sempre a melhor opção, dizem analistas.
"Quem tem controle das finanças, é 'educado', deve pagar a prazo, pegar o dinheiro, aplicar, ganhar com o rendimento do investimento e depois tirar todo mês o valor da parcela e lucrar o resto", diz o gerente geral do Instituto Nacional de Investidores (INI), Mauro Calil. "Mas para quem é 'mal educado', essa não é uma opção, pois esse consumidor vai comprometer uma renda futura e não vai conseguir guardar o valor."
Para Ricardo Borges, consultor financeiro e diretor da Projeção.com, o consumidor comum jamais deve pagar parcelado e sim exigir um desconto à vista. "Ele começa a dividir as contas e acaba se perdendo nas finanças então é melhor descobrir o preço à vista, que nunca é o que o vendedor fala, e negociar".
"Cabe ao consumidor fazer uma crítica sincera a respeito do seu comportamento. Ele já sabe se vai poupar o dinheiro ou vai gastar. Se for gastar, pode vir a ter um problema no futuro então é melhor pagar à vista", diz Calil.
Desconto
De acordo com o professor de contabilidade e planejamento da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Amauri Liba, o consumidor deve sempre exigir um desconto para pagamento à vista. "A conta é fácil. Se a taxa de cartão de crédito média é de 2,78%, o custo mínimo para vender á prazo é de cerca de 3%, então pelo menos esse desconto deveria ser oferecido para quem paga à vista. A melhor aplicação atualmente paga 0,8% ao mês, já descontado o valor do imposto de renda, então qualquer desconto superior a isso já vale a pena", diz.
Um consumidor responsável sempre planeja os gastos com base em um saldo positivo, o valor que já está na sua conta, que sobrou depois que pagou todas as suas despesas e ainda reservou uma parte para uma poupança para o futuro. Esse valor é o seu poder de "barganha". "Quem tem dinheiro na mão sempre consegue um desconto", conta Borges.
Segundo o educador financeiro Ofir Viana Filho, a maioria dos brasileiros tem dificuldade em guardar dinheiro e pensar em termos de saldo e não de receita. Quem parcela, sem ter aquele valor guardado, pode acabar gastando mais depois. "A compra à vista é indicada para quem é desorganizado, impulsivo, que acaba comprometendo mais do que devia com parcelamento futuro. Essa pessoa pode acabar inadimplente e pagando juros."
Entenda
- Segundo analistas, o que deve determinar se o pagamento deve ser feito à vista ou à prazo é o tipo de consumidor (educado ou mal educado financeiramente)
- Os consumidores "educados", que são organizados financeiramente e não compram por impulso, devem pagar à vista sempre com desconto ou, no caso de não ter redução à vista, parcelar e aplicar o dinheiro, retirando mensalmente o valor de cada parcela e ganhando com o rendimento do investimento
- Os consumidores "mal educados", pouco organizados ou que compram por impulso, devem optar pelo pagamento à vista mesmo sem desconto para não comprometer a renda futura e não correr o risco de pagar juros ou ficar inadimplente.

COMENTÁRIO: O brasileiro não foi educado financeiramente, não sabendo administrar seu dinheiro, constantemente acaba se afundando em dívidas, parcelamentos de longo prazo e pouca perspectiva de futuro. O planejamento financeiro não se reduz a acompanhar os gastos diários, cortar gastos desnecessários e saber no fim do mês quanto se ganhou ou o que se fez com o dinheiro. Estas tarefas se tornam desmotivantes se não estiverem atreladas a sonhos e objetivos. Por isso dentro de um planejamento financeiro deve haver um plano de qualidade de Vida, contemplando o que se quer conquistar em bens ou serviços e em quanto tempo deseja fazê-lo. Como por exemplo, a aquisição da casa própria, trocar de carro, garantir a faculdade dos filhos, um bom plano de aposentadoria, a viagem de férias com a família, garantir e programar um futuro mais rico. Aí sim o planejamento torna-se algo estimulante e prazeroso e começa a valer a pena.
 
Alunos: Daiana Gobbi, Lucas Figlie Mielle, Patricia Oliveira, Priscila Oliveira e Vinicius Silva Ruiz
Turma: 1ºK

domingo, 27 de maio de 2012

Brasil tem cerca de 14 milhões de famílias superendividadas

  Quase um quarto das famílias brasileiras se endividou mais do que deveria e foi obrigado a reduzir o padrão de vida ou a ficar inadimplente. É o que mostra um estudo com base na Pesquisa de Orçamento das Famílias (POF) do IBGE. Segundo o levantamento, 14,1 milhões de famílias comprometeram mais de 30% da renda mensal com dívidas. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo.
  A marca ultrapassa o limite considerado saudável para o endividamento, pois 70% do orçamento vai para despesas básicas, como comida, habitação ou saúde. A maior parte das famílias superendividadas está na fatia menos favorecida da população: 5,8 milhões na classe C e 6,6 milhões nas classes D e E. Apesar disso, o estudo mostra que, na média, o brasileiro comprometeu 26,2% da renda mensal com dívidas. Resultado ainda superior à média de 22% estimada pelo Banco Central, porque inclui despesas como crediário de loja sem parceria com banco e gasto à vista no cartão de crédito.

Alunos: Daiana Gobbi, Lucas Figlie Mielle, Patricia Oliveira, Priscila Oliveira e Vinicius Silva Ruiz

Turma: 1ºK

domingo, 20 de maio de 2012

  Lei que proíbe aluguel de vagas em condomínios entra em vigor
 

  Entra em vigor neste domingo a lei 12.067, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 4 de abril deste ano, que proíbe que vagas de garagens em condomínios sejam alugadas ou vendidas para pessoas que não moram no local. A lei vale para todo o território nacional.    
  O texto da lei altera o Código Civil, que afirma que apartamentos, escritórios, salas, lojas e sobrelojas podem ser alugados ou vendidos. A exceção passa a ser as vagas em garagem de condomínios. Prédios comerciais não entram na lei.
  Porém, caso a convenção do condomínio permita o aluguel ou a venda, a lei não será aplicada no local. A lei foi proposta em 2003 pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Ela entra em vigor neste domingo, 45 dias após ser sancionada - foi vetada pela presidente a validação imediata do texto.  
  O novo texto da lei afirma: "as partes suscetíveis de utilização independente, tais como apartamentos, escritórios, salas, lojas e sobrelojas, com as respectivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns, sujeitam-se a propriedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus proprietários, exceto os abrigos para veículos, que não poderão ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condomínio, salvo autorização expressa na convenção de condomínio".

COMENTÁRIO: A lei até pode falar em segurança, mas acho que a maioria das pessoas deve sim tentar assegurar quem é aquela pessoa, ter boas referências, mas proibir talvez não seja a melhor solução. Esse dinheiro adicional ajuda muito no orçamento”, completa ela

Estacionamentos caros:
   O negócio é bom não apenas para quem cede a vaga, mas também para quem a aluga, especialmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília ou Curitiba. Essas são as cidades onde estacionar o carro custa mais caro no Brasil, segundo o ranking divulgado em janeiro deste ano pela Abrapark (Associação Brasileira de Estacionamentos).
  Não temos estatísticas de quantas vagas de garagem de condomínios residenciais e comerciais são alugadas ou vendidas a terceiros no Brasil, mas é uma realidade. Antes dessa lei, se não houvesse moradores interessados na vaga, a locação era aberta a terceiros. Mas nem todos os prédios conseguiram se organizar na questão.

Alunos: Daiana Gobbi, Lucas Figlie Mielle, Patricia Oliveira, Priscila Oliveira e Vinicius Silva Ruiz

Turma: 1ºK

sábado, 12 de maio de 2012

Pnuma: futuro do mundo passa pela ação ambiental da Ásia

  O futuro mundial será fortemente afetado pelas escolhas que serão feitas na Ásia e no Pacífico no sentido de um caminho de baixa emissão de carbono, afirma o diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnuma), Ajay Chhibber, ao divulgar o Relatório de Desenvolvimento Humano na Ásia-Pacífico 2012.

  Segundo Chhiber, o objetivo dos países deve ser o de "reduzir a pobreza, aumentar a prosperidade, deixando uma menor pegada de carbono". O relatório do Pnuma faz parte dos preparativos para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, prevista para junho no Rio.

  De acordo com o estudo, os países da região terão de mudar o modo de gerir as colheitas e o gado, de gerar energia e de fabricar produtos; mudando para uma abordagem mais verde, mais resistente e com menor emissão, respeitando o meio ambiente e ao mesmo tempo oferecendo oportunidades de emprego para os pobres.

  A mudança para uma economia mais verde passa pela transformação da indústria de produção de energia e das práticas agrícolas. Atualmente, cerca de 85% da energia primária da região vem de combustíveis fósseis na forma de carvão, gás natural e petróleo. Isso corresponde a 37% das emissões mundiais de produção agrícola

COMENTÁRIO: Relação entre o homem e a natureza foi por um longo tempo caracterizada pela dominação. Assim, o homem sempre se utilizou dos recursos naturais disponíveis sem qualquer preocupação ou critério. Sociedade ainda tenta se desvencilhar da visão antropocêntrica de mundo. Essa que autorizava o homem a dominar a natureza, e dela se utilizar como se a sua existência fosse exclusivamente para satisfazer as necessidades humanas. Resultado desse paradigma e das imposições do capitalismo é a crise ambiental que vivemos hoje. Pode ser que começe a surgir uma nova mentalidade, que determina que o homem deve procurar viver em harmonia com a natureza. A preocupação com a disponibilidade dos recursos naturais no futuro não é fruto apenas da escassez de alguns deles, mas de uma conscientização que começe a se manifestar, precisa ser bastante trabalhada, para que se possa salvar o planeta da ação do homem.

Alunos: Daiana Gobbi, Lucas Figlie Mielle, Patricia Oliveira, Priscila Oliveira e Vinicius Silva Ruiz

Turma: 1ºK

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Setor de bebidas diz que pode passar possível alta de IPI ao consumidor

Associação diz que setor 'não tem mais condições' de absorver elevação.
Setor apela ao governo para adiar ajuste de IPI e PIS/Cofins.

 

Após se reunirem com a Receita Federal, representantes do setor das bebidas frias (refrigerantes, sucos e água) disseram hoje que a indústria pode repassar ao consumidor o possível aumento de custos provocados pela elevação da tributação anunciada pelo governo.

"Em 2011, absorvemos o aumento e chegamos ao limite. Não temos mais condições de absorver a elevação de impostos", disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), Herculano Anghinetti.

O setor apelou ao governo para evitar, neste ano, o reajuste da tabela de preços das bebidas sobre a qual incidem tributos como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e PIS/Cofins. O aumento desses valores implicará elevação da carga tributária para as indústrias.

O aumento de preços para o consumidor, segundo Anghinetti, leva a um menor volume de vendas no setor, além de menor arrecadação de impostos e impactos sobre a inflação.

Se o governo não atender ao pedido do setor, Anghinetti estima que o IPCA poderia sofrer um aumento de 0,5 ponto percentual. A Abir, no entanto, não estima o impacto direto da maior carga tributária nos preços das bebidas.

Em 2010, a Abir e o governo chegaram a um acordo que permitiu o congelamento da tabela usada como base para a tributação. Em contrapartida, segundo a associação, o setor elevou os investimentos - dos R$ 4,6 bilhões previstos para um total de R$ 5,4 bilhões no ano. Em 2011, o investimento somou R$ 6 bilhões, segundo a entidade. O volume encolheu R$ 1 bilhão em relação ao estimado inicialmente pelas indústrias em razão da negativa do governo para um novo congelamento no ano passado.



Alunos: Daiana Gobbi, Lucas Figlie Mielle, Pryscila Oliveira e Vinicius Silva Ruiz
Turma: 1ºK

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Barbie careca será distribuída em hospitais nos EUA e no Canadá

Mattel anunciou distribuição em centros de tratamento de câncer.
Não há previsão de lançamento no Brasil.

 
  A Mattel, fabricante da boneca Barbie, confirmou que produzirá uma boneca sem cabelos para ser distribuída exclusivamente em hospitais infantis e outros centros de tratamento de crianças com câncer nos Estados Unidos e no Canadá
  "A boneca será uma amiga da Barbie e possuirá acessórios que permitem que as crianças partilhem, no momento da brincadeira, experiências similares às que podem estar passando na vida real", informou a assessoria de imprensa da Mattel no Brasil. A Barbie careca não será comercializada e não há previsão de lançamento no Brasil.
  A decisão da produção da boneca ocorreu depois de uma campanha pelo site de relacionamentos Facebook, em que uma comunidade com 157,4 mil participantes pedia que a empresa fizesse a Barbie careca. Uma petição online também foi assinada por quase 35 mil pessoas.

Imagem da campanha 'Barbie Linda e Careca', no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)

COMENTÁRIO: A ideia é que a nova Barbie ajude as crianças com câncer a cuidarem da sua auto-estima. Para isso, a novidade será distribuída exclusivamente para hospitais dos EUA e Canadá que cuidam de crianças vítimas da doença. Esse ato foi muito bom de muitos que poderiam ter, irá fazer muitas crianças sorrirem num momento tão delicado na condição em que se estão, é justamente destas atitudes que o mundo precisa, atitudes positivas, que busquem a felicidade e a vida em harmonia. Se cada um vivesse pensando para o bem, certamente tudo seria melhor!

Alunos: Daiana Gobbi, Lucas Figlie Mielle, Pryscila Oliveira e Vinicius Silva Ruiz
Turma: 1ºK

quarta-feira, 28 de março de 2012

Crianças e adolescentes estão lendo menos, indica pesquisa

Média de livros lidos por ano caiu nas faixas etárias de 5 a 17 anos.
Instituto divulga, nesta quarta, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

  Crianças e adolescentes estão lendo menos livros, segundo pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que a Fundação Pró-Livro vai publicar na tarde desta quarta-feira (28), elaborada em parceria com o Ibope Inteligência. De acordo com dados antecipados com exclusividade para o G1, o estudo do mercado dedicado a conhecer o perfil do leitor brasileiro apontou queda no índice de leitura em todas as faixas etárias de crianças e adolescentes.
VALE ESTE Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (Foto: Editoria de Arte/G1)
  Na primeira faixa etária, a das crianças (de 5 aos 10 anos), a média registrada foi de 5,4 livros por criança. Em 2007, porém, a mesma marca era de 6,9 livros por leitores desta faixa etária. Entre os pré-adolescentes (11 a 13 anos), o índice caiu de 8,5 livros em 2007 para 6,9 livros em 2011. Entre os adolescentes (14 a 17 anos), a média também caiu de 6,6 livros para 5,9 livros na pesquisa divulgada nesta quarta-feira (veja gráfico ao lado). “Esperamos que os cenários apresentados possam contribuir para a avaliação e a implementação de políticas públicas que melhorem os índices de leitura no Brasil”, destacou a presidente do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.
  Entre as crianças, os livros infantis predominam no gênero preferido com 66%, seguido pelos livros didáticos (47%) e as histórias em quadrinhos (36%). Na faixa dos 11 aos 13 anos, os livros didáticos repetem a marca de 47%, seguidos pelos infantis (34%), quadrinhos (33%) e contos (30%). Na faixa etária de 14 a 17 anos, cresce a influência dos livros didáticos (55%), e aparecem os romances com 41%, contos (30%), livros de poesia (28%) e livros juvenis (26%).
   A obrigação de ler o livro por exigência da escola é a maior motivação de crianças e jovens para a leitura, de acordo com a pesquisa. O índice neste item começa em 79% para crianças de 5 a 10 anos, e cai um pouco para 72% na faixa dos 11 a 13 anos, e para 70% dos 14 aos 17 anos.
  O índice de leitura por prazer, gosto ou necessidade espontânea vai de 40% a 47% entre as crianças e jovens ouvidos na pesquisa.
  A pesquisa mostra ainda que a Bíblia é um gênero muito presente na leitura de crianças e jovens, com média de 24% nas faixas etárias dos mais novos e na dos mais velhos.

COMETÁRIO: Nossa sociedade está mais alienada a cada dia, culpa da educação publica precária e da mídia que nos oferece informações de graça. Não vejo pessoas com opinião própria, são todos escravos do mesmo sistema.Quem precisa ler quando se tem a internet e a televisão tornando as pessoas em "seres globais". Se os meios mais influentes não tomarem uma iniciativa, as coisas só vão piorar. 

Alunos: Daiana Gobbi, Lucas Figlie Mielle, Pryscila Oliveira e Vinicius Silva Ruiz Turma: 1ºK